terça-feira, 19 de julho de 2016

Nota de repúdio


     A decisão da Juíza do Rio de Janeiro é de uma falta de critérios incrível.
     Sim, o Whatsapp deve ser punido pelo não fornecimento de informações fundamentais para uma investigação.
     Mas quem deve ser punida é a empresa, com multas e não seus usuários, que muitos são profissionais que utilizam o recurso para trabalhar.
     Nós profissionais de Web Rádios transformamos este recurso em um dos itens fundamentais para estreitar o relacionamento com nosso ouvinte.
     Além disto, muitos utilizam para venda de produtos e serviços, fazer a economia andar.
     Realmente a meritíssima não conhece sobre o micro e pequeno empreendedor. Sobre o trabalho jornalístico e sobre respeito a democracia.
     Fica o registro do prejuízo que alguns estão tendo com o ocorrido mais uma vez e a lição não foi entendida por nenhum dos lados envolvidos.
     Atenciosamente,
     Prof Fernando Alves Firmino
     Presidente da União Brasileira de Web Rádios


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Carta aos colegas...


     Sucesso a todos,

     Mais do que assuntos de streaming e outros...devemos lembrar que a maioria das web rádios tem papel fundamental na disseminação da informação e noticiar fatos regionais, onde a grande mídia não alcança.

     Infelizmente em escalas diferentes, muitas regiões sofrem com a "Lei da Mordaça" onde repúdio e jamais apoiarei.

     Críticas podem sim ser feitas, discordâncias fazem parte do processo. Para isto, os veículos de mídia a qual representamos devem sempre reservar espaço para isto, mesmo que não concordemos com a opinião dos que criticam. Mas a violência física ou verbal, contra a mídia é sempre um atentado gigantesco contra a democracia.

     A internet nos da uma liberdade e uma velocidade de disseminação gigantesca, mas como membros da mídia devemos ser vigilantes quanto a nós mesmo e sobre nossas empresas de mídia.

     Pensar e repensar sobre cada linha que publicamos, sobre o que falamos em nossos microfones e não esqueçam...denunciar quem é contra o processo democrático.

     Jornalismo no Brasil esta cada vez mais difícil e o papel da web rádio para ser uma nova voz neste gigantesco universo virtual é um "fardo" pesado que devemos carregar com honra e sensatez.

     Não devemos ceder a opressão...toda discussão no campo das ideias é bem vinda, afinal ninguém é dono da verdade e não somos deuses. Mas o respeito é fundamental, liberdade é um direito e devemos preserva-lo para o bem das gerações futuras.

Atenciosamente,


Profº Fernando Alves Firmino
Presidente da União Brasileira de Web Rádios - UBWR
www.ubwr.blogspot.com.br

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Conheça detalhes do decreto que regulamenta o Marco Civil da Internet





     No último dia de mandato antes da suspensão gerada pela admissibilidade do Impeachment pelo Senado, a presidenta Dilma Rousseff publicou o decreto 8.711 que regulamenta aspectos do Marco Civil da Internet (Lei 12.965). Conhecida como a "Constituição da Internet", a lei foi sancionada em 2014 para instituir diretrizes gerais sobre o uso da internet no Brasil, e aguardava regulamentação de pontos como a neutralidade da rede e a proteção de registros de acesso e dados pessoais.  Dois pontos estavam pendentes e foram regulamentados. 
     Apesar do ato ocorrer no apagar das luzes, a regulamentação já foi alvo de consulta pública na plataforma online participacao.mj.gov.br, na qual cidadãos poderiam sugerir ideias ao texto.
      O decreto publicado aponta que os provedores de acesso e aplicação não podem discriminar o tráfego do pacote de dados por arranjos comerciais. Nesse caso, uma empresa que oferece banda larga móvel e permite acesso gratuito a um aplicativo de redes sociais como o Twitter não poderá privilegiar o tráfego desses dados. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recebeu a missão de fiscalizar e apurar possíveis infrações como essa.
     Outro ponto importante é sobre a necessidade de regulamentar os mecanismos de proteção dos dados que provedores de aplicação e conexão devem armazenar legalmente. Como dado pessoal, o decreto explica tratar-se de “dado relacionado à pessoa natural identificada ou identificável, inclusive números identificativos, dados locacionais ou identificadores eletrônicos, quando estes estiverem relacionados a uma pessoa”.
     O decreto garante que a administração pública mediante determinação judicial tenha acesso a registros de acesso e dados cadastrais de pessoas ou grupos específicos, que podem ser usados, por exemplo, para saber se um suspeito acessou tal site em determinado dia. Mas os órgãos competentes não poderão solicitar dados coletivos e genéricos. Da mesma forma, quando solicitarem, devem garantir mecanismos para que esses dados não sejam violados ou expostos.
     O Comitê Gestor da Internet já possui papel central em estabelecer recomendações e padrões de uso da Internet no país. O decreto reforça esse papel e estabelece que todas entidades e empresas devem tomar como base as diretrizes estabelecidas pelo CGI. O Comitê deverá atuar colaborativamente com outros órgâos públicos para “zelar o cumprimento da legislação brasileira e aplicação de sanções cabiveis, mesmo que as atividades sejam realizadas por pessoa jurídica sediada no exterior”.
     O decreto entrará em vigor 30 dias depois de sua publicação no Diário Oficial (11/05/2016).
Conheça melhor cada ponto:
 Não discriminação no tráfego de pacote de dados
     A neutralidade da rede fundamenta esse ponto. O artigo 9º da Lei 12.965/14 (Marco Civil) exige tratamento isonômico para preservar o caráter público e irrestrito do acesso à internet e os fundamentos, princípios e objetivos do uso da internet no país. Em outras palavras, nenhum provedor de aplicação ou de conexão poderá favorecer algum tipo de serviço para algumas pessoas em detrimento do acesso de internet de outras.
     O tráfego de dados poderá ganhar discriminação, ou seja, maior atenção, de forma excepcional em em casos indispensáveis ou para priorização de serviços de emergência. Poderíamos citar como exemplo uma futura cirurgia médica de urgência que utiliza videoconferência, ou para quando o governo tiver que enviar um aviso a todos os usuários, alertando-os sobre uma catástrofe natural no país.
     Provedores de conexão e de aplicativos também não poderão priorizar pacotes de dados por causa de arranjos comerciais ou para favorecer aplicativos do próprio grupo comercial.  Nesse caso, uma empresa que oferece banda larga móvel e permite acesso gratuito a um aplicativo de redes sociais como o Twitter não poderá privilegiar o tráfego desses dados.
     As ofertas comerciais de acesso à internet não podem fazer distinção dos planos quando se trata do acesso à internet. A internet deverá ter um tipo de acesso único, o que joga por terra os estudos de algumas empresas de cobrarem mais de quem acessa streaming de vídeo em vez de ler somente textos, por exemplo.
Proteção de registros de acesso e de dados cadastrais por provedores
     O Marco Civil da Internet determinou que os provedores de acesso devem guardar registros de acesso por 12 meses. Já os provedores de aplicação devem guardar essas informações por 6 meses. Contudo, muitos aplicativos também guardam os chamados dados cadastrais para fins de controle ou para a performance da ferramenta.
     Sobre os registros e dados pessoais, o decreto estabelece as regras para solicitação da requisição de dados cadastrais das autoridades administrativas competentes mediante ordem judicial.
     Empresas que não coletam dados cadastrais bastam informar tal fato à autoridade solicitante para ficar desobrigada. Como dado cadastral, o decreto entende filiação, endereço e qualificação pessoal (nome, prenome, estado civil e profissão do usuário.)
Transparência na solicitação de dados pela Administração Pública
     A administração pública não poderá solicitar dados genéricos ou coletivos e precisará publicar anualmente relatório estatísticos de quantas requisições cadastrais fez, para onde, quantos deferidos, indeferidos e o número de usuários afetados, além de dizer quais são os padrões que utiliza para manter esses dados protegidos.
     Da mesma forma, os provedores devem criar mecanismos de controle estrito sobre os dados, com níveis de senha e estratégias para garantir a inviolabilidade dos dados com o uso de recursos como a encriptação ou similar.
Parâmetros de fiscalização e apuração de infrações
     O Comitê Gestor da Internet deverá realizar estudos periódicos para apontar recomendações, normas e padrões sobre neutralidade da rede e a proteção de registro e dados pessoais.
     O decreto estabelece também que os provedores em geral devem reter o menor número de dados possível do seu usuário, excluindo-os permanente após a finalidade de uso ou do prazo legal estabelecido no caso de registro de acessos.
     A Anatel e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) ficarão responsáveis pela fiscalização e apuração de infrações dentro da competência de cada entidade.


*com informações do Decreto publicado no Diário Oficial





sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dilma pode acabar com limites da banda larga fixa via decreto

Presidente Dilma - Crédito da foto: Divulgação


     Correndo contra o relógio devido ao processo de impeachment, que tem votação no Senado prevista para 11 de maio, a presidente Dilma Rousseff (PT) teria acelerado os trabalhos pela publicação do decreto que regulamentará os pontos críticos do Marco Civil da Internet. Com isso, pode ser que a chefe do Executivo acabe de vez com a polêmica dos planos limitados de internet fixa.

     A Folha de S.Paulo reporta que Dilma quer que o decreto esteja pronto já na próxima semana. Ele dará mais segurança ao Marco Civil, que, embora esteja em vigor desde 2014, ainda precisa de ajustes para ficar mais claro em pontos como o da neutralidade.

     O decreto ainda impediria as operadoras de restringir a velocidade da internet fixa ou forçar a compra de franquia extra quando o limite contratado for atingido. A ideia, diz a Folha, era fazer o mesmo com a rede móvel, mas como se tratam de tecnologias diferentes a presidente mudou de ideia. Entretanto, pode ser que clientes de planos básicos sejam contemplados por essa mudança.

Fonte: Folha de SP e Olhar Digital

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um pouco sobre o mercado de Web Rádio



Por Cléber Almeida - Web Rádio Tom Social e EPWBR

     A internet tornou-se a maior plataforma de comunicação do mundo, e com ela trouxe a convergência digital. O jornal, revistas, a TV e o rádio agora fazem parte deste grande universo web, cada um no seu tempo de migração e aceitação pelo internauta, afinal esta “migração” requer estudos e adaptações para que estes veículos sejam algo a mais. Já temos visto o jornal de forma bem sucedida na internet, as revistas, mas como andam a TV e o rádio para este novo seguimento e formato de transmissão?
     A TV tem começado a fazer parte da internet apenas agora, temos visto emissoras replicando seu conteúdo para web e descobrindo novos formatos, inclusive de conteúdos exclusivos para internet. Já o rádio, embora já esteja à frente da TV nesta corrida midiática, vem sofrendo grandes problemas por diversas questões
     O rádio está migrando para internet de forma lenta e desordenada. Embora existam milhares de rádios online ou popularmente web rádios, elas são simplesmente tocadoras de música e ainda não cumprem o papel fundamental de um veiculo de comunicação que muito além do entretenimento eles tem como função base prestar serviço, como o rádio convencional sempre fez e ainda faz. Este fator gera insegurança ao mercado publicitário e em investidores, pois como não há regulamentação tudo ainda parece uma grande brincadeira onde as pessoas estão se divertindo com suas playlists online. Poucas emissoras estão trabalhando profissionalmente com o rádio na internet e acabam sendo atingidas por este tipo de pensamento, enfraquecendo assim sua parte comercial.
     Quanto a audiência, o rádio na internet tem tudo para alcançar o mundo todo, coisa que por sua natureza ela já faz, a final ela está na internet. Porém, creio que não seja desta forma que devemos pensar, precisamos adotar nichos de mercado e apostar em gestão de conteúdo para eles. Tudo na internet é conteúdo, e com o rádio não dá para ser diferente neste sentido. Temos de criar conteúdo associando a dinâmica do rádio com a linguagem da internet, e este talvez seja um dos principais segredos para o rádio crescer consideravelmente dentro de sua nova maneira de transmissão, e assim se tornar um grande veículo de massa, não isolado, mas em conjunto com a internet.
     O mercado precisa olhar diferente para o rádio na internet, pois estamos no ponto inicial de um grande avanço para este veículo que todos nós amamos e usamos há tanto tempo.
     Como não temos um órgão que controle a audiência do rádio na internet, fica difícil falar de qual emissora é a mais ouvida. Além da falta deste órgão os mecanismos de mensuração são falhos.
     Mas creio que as web rádios customizadas e para o seguimento jovem como Coca-cola FM e Rádio Tang consigam atingir um número interessante de audiência devido a sua verba de marketing cujo as empresas destinam exclusivamente para emissora. Elas acabam não tendo um faturamento direto com vendas de serviços ou produtos, mas fidelizam a marca junto aos seus consumidores. Aposte em rádios na internet para nichos de mercado!
     Além dos nichos, uma rádio customizada é uma excelente maneira de ampliar a comunicação da sua empresa, creio que seja a hora de pensar nisso!
     O próprio profissional de web rádio precisa mudar sua postura no mercado. Tenho visto muitos gestores do veículo dizerem acanhadamente que possuem uma “radiosinha na internet”, ou seja, ele mesmo não acredita no veículo. É preciso mudar isso!
     Outra postura que precisa ser mudada em relação a estes gestores está relacionada à paixão por rádio, é preciso deixar esta paixão guardada com muito carinho numa caixinha blindada e passar a pensar como empreendedor e não mais como alguém que sonha em trabalhar em rádio ou fazer locução. É preciso pensar como dono de negócio, pensar estratégias de marketing, comercial, comunicação e tecnologia. Não basta criar apenas uma linda vinheta ou site para usa rádio, é preciso pensar como um todo criando soluções de gestão empreendedora.
     Incansavelmente repetirei, “o rádio na internet é um veículo com futuro promissor”, agora cabe a nós, gestores de rádios convencionais, profissionais de comunicação em geral e investidores, criar meios inovadores para torná-lo mais atrativo. Se o rádio convencional deu tão certo, não haja dúvidas que na internet ele será ainda maior, pois agora tem um alcance maior e novas maneiras de falar com o seu público.

Parabéns Jornalistas